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HOMOFOBIA, TRANSFOBIA E BIOFOBIA

  • Foto do escritor: Samuel Pinheiro
    Samuel Pinheiro
  • 20 de mai. de 2022
  • 3 min de leitura

Não sofro decididamente de tal coisa. Mas mesmo que sofresse, independentemente de ser nato ou inato, dominaria esse ímpeto para respeitar sempre cada pessoa, como faço em toda e qualquer situação nas minhas relações sociais.



Confesso que sofro de uma fobia, nem sei se lhe posso chamar isso: o exibicionismo, qualquer que ele seja, hétero ou homossexual. Prezo muito o recato e o privado sem deixar de expressar o meu carinho e os meus afetos, seja de mão dada com a minha esposa, mesmo no meu local de trabalho, damos aulas no mesmo agrupamento e escola, e num beijo na boca.

"Recuso como seguidor de JESUS todo e qualquer determinismo. Prezo e defendo a liberdade humana face a qualquer disposição. Sei que não é fácil, mas na perspetiva bíblica temos um grande aliado no Espírito Santo".

Sejamos claros, uma coisa é o respeito devido a toda e qualquer pessoa qualquer que seja a sua orientação sexual, outra é o modo como não se enquadra dentro da nossa cosmovisão que temos a liberdade de professar com o mesmo direito. Eu considero que, de acordo com a Bíblia, no princípio Deus criou homem e mulher. As coisas mudaram na cultura humana procedente da relação do homem com Deus, mas os princípios estabelecidos não se alteraram. O Criador deu liberdade ao homem de viver como quer no que é considerado, a partir desse momento até hoje, como nato ou inato. As razões do meu ponto de vista não se limitam às declarações que encontramos no texto bíblico, mas à verificação do que a natureza da anatomia humana e da procriação demonstram. Embora saiba que para quem pensa de outro modo, isto não passa de conservadorismo e fanatismo obscurantista. Não me importo, embora faça questão de afirmar a minha liberdade, sem qualquer provocação ou injúria.

Recuso como seguidor de JESUS todo e qualquer determinismo. Prezo e defendo a liberdade humana face a qualquer disposição. Sei que não é fácil, mas na perspetiva bíblica temos um grande aliado no Espírito Santo.

Para mim no presente o assunto do determinismo ainda se torna mais difícil porque hoje em dia vamos ouvindo de pessoas que num dia são de um jeito, no outro dia de outro, e noutro momento de outro. A condição é variável. É também nesta vertente que entronca a chamada “reconversão” ou “terapias de conversão” que alguns querem criminalizar e punir como agressão aos direitos humanos. Ser ou não ser imposto eis a questão. Se alguém é, também em função da sua vontade, pode querer deixar de ser e recorrer a quem bem quiser no uso da sua liberdade e escolha.

A propósito considero que o respeito pelo outro faz parte da cidadania e deve fazer parte dos conteúdos programáticos de uma disciplina curricular que trate do assunto, mas o mesmo já não acontece de modo algum em relação à ideologia de género que quer impingir, desde tenra idade, a ideia de que somos um produto do meio social, e a uma educação sexual que mais não é do que instigar a sexualidade precoce, o preservativo como panaceia e o aborto com o recurso a tudo, incluindo a pílula contracetiva. Há assuntos que devem permanecer no âmbito da família, e decididamente não competem à escola. Aqui, julgo que intencionalmente, misturam-se alhos com bugalhos, como é o caso da igualdade de género no acesso à profissão e ao princípio de salário igual para trabalho igual.

O que aqui fica dito a respeito desta matéria é, para mim, verdade em relação a todas as outras matérias ditas fraturantes como o aborto, eutanásia, suicídio assistido e pedofilia.

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